Professores de português no estrangeiro
O difícil acesso à saúde
É inadmissível o que está a passar-se com a assistência na saúde dos professores de português no estrangeiro. Muitos deles, durante certos períodos de tempo, estão pura e simplesmente sem qualquer assistência na saúde que não seja a que pagam directamente do seu próprio bolso. Isto porque, como explica o líder parlamentar comunista Bernardino Soares em requerimento sobre o assunto dirigido ao Governo, aqueles professores são obrigados a registar-se, por imposição da ADSE, nos sistemas de saúde dos países onde prestam serviço.
O problema está, porém, na morosidade dos serviços que tratam dos processos em Portugal. Donde resulta que, nesse compasso de espera, quem se vê impedido de aceder aos cuidados de saúde públicos são os professores. Situação ainda mais grave para os professores que, não tendo leccionado no nosso País, têm previamente de se inscrever na ADSE.
«Nestes casos, perante a dificuldade de acesso à ADSE, até tendo em conta os crescentes obstáculos criados pelo Governo para o acesso a este sistema, os professores afectados apenas dispõem do Cartão Europeu de Saúde, indicado para ausências curtas do País», denuncia o presidente da bancada comunista, antes de instar o Governo a esclarecer quais os prazos que estão a ser praticados na tramitação burocrática destinada à inscrição dos professores no sistema de saúde do país onde leccionam, bem como das medidas que pretende adoptar com vista à resolução em definitivo destas lamentáveis situações.


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