Breves
Britânicos e checos saem do PPE
O Partido Conservador britânico anunciou, dia 13, a sua saída do Partido Popular Europeu e a constituição de uma nova formação política com o Partido Democrático Checo, após as próximas eleições europeias, em 2009.
No final de um encontro em Londres, o líder conservador britânico, David Cameron, e o checo, Mirek Topolanek, chefe do Partido Cívico Democrático e actual primeiro-ministro do seu país, assinaram uma declaração conjunta com vista à criação do Movimento para Reforma Europeia (MRE).
«Se estamos de acordo [com o PPE] sobre a desregulação e o mercado livre, não partilhamos a sua visão sobre o desenvolvimento ulterior da Europa», afirmou Cameron, mostrando-se convencido de que «há ainda muitos potenciais parceiros» para integrar o novo movimento de direita.
Contudo, a maioria dos 27 eurodeputados conservadores britânicos opõem-se à decisão do líder, temendo perder peso político com o abandono do PPE, onde se concentram os maiores partidos da direita europeia.

Novo governo na Polónia
Com a nomeação para o cargo de primeiro-ministro de Jaroslaw Kaczynski, líder do PiS (Lei e Justiça), entrou em funções, na sexta-feira, 14, um novo governo na Polónia que promete mudanças tanto a nível interno como nas relações externas.
«O trabalho da minha equipa terá como objectivo principal endireitar a República, melhorar a qualidade da sua vida pública e da sua economia». Em entrevista ao semanário Wprost, Jaroslaw Kaczynski, irmão gémeo do presidente da República, Lech Kaczynski, preconizou ainda uma «evolução da política externa polaca». «Ninguém nos fará acreditar de que não há estados nação na Europa nem políticas nacionais. Estas são claramente aplicadas pelos nossos parceiros. Não vejo razão para que não devamos fazer o mesmo».

Eslovénia adopta euro
Os ministros das finanças da União Europeia (Ecofin) aprovaram, dia 11, a entrada da Eslovénia na zona euro já a partir de Janeiro próximo. A taxa de conversão foi fixada em 239,640 tolars eslovenos para cada euro. As duas moedas poderão circular apenas durante um período de duas semanas, devendo os preços ter dupla afixação durante seis meses.
A Eslovénia tornar-se-á o primeiro dos dez novos estados-membros a aderir à moeda única, prevendo-se que possam seguir-se, a partir de 2008, as adesões de Chipre, Malta e Estónia. A Lituânia foi para já afastada deste processo, alegadamente devido a uma inflação demasiado elevada face aos critérios de Maastricht.
Por seu turno, a Eslováquia tem o propósito de adoptar o euro em 2009, objectivo que a República Checa e a Hungria se propõem atingir só em 2010. Sem pressas, a Polónia não definiu para já nenhuma data para trocar o seu zloty pela moeda europeia.

Eurotunel pede ajuda dos Estados
O comité de accionistas franceses do grupo franco-britânico Eurotunnel pediu, na segunda-feira, 17, a intervenção dos poderes públicos de ambos os países para encontrar uma solução para a dívida de 9 100 milhões de euros acumulada pelo concessionário privado.
Em comunicado, o comité afirma que os 800 mil accionistas do Eurotunnel «são vítimas de previsões erradas, nas quais o Estado tem uma grande parte de responsabilidade». Neste particular, a nota lembra que o custo desta infra-estrutura que liga a França à Grã- Bretanha custou 13 720 milhões de euros em vez dos 7 320 milhões inicialmente previstos.
Depois de meses de negociações com os credores, o futuro do Eurotunel será entregue à Justiça no próximo dia 25, a menos que as partes cheguem a acordo sobre a renegociação da dívida.
O apelo às autoridades francesas e britânica é no sentido de que «façam todo o possível para que os interesses dos accionistas sejam defendidos nas negociações com os credores».