Dinheiro mais caro em Portugal

Portugal é o segundo país da UE no que toca à cobrança de comissões sobre o dinheiro emprestado, sendo apenas superado neste aspecto pela Grécia.
Considerando os 25 estados membros, o estudo divulgado segunda-feira pela Comissão Europeia demonstra que a banca portuguesa é das que mais elevadas taxas de esforço exige aos seus clientes, ou seja, mais acresce à taxa de juro de referência ditada pelo Banco Central Europeu.
Nos antípodas situam-se países como a Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo.
O crédito ao consumo também é referido no relatório como sendo um dos mais dispendiosos. Assim, não admira que os lucros dos grandes grupos financeiros em Portugal tenham vindo sempre a crescer nos últimos anos.


Privadas perdem alunos

O Ensino Superior privado perdeu mais de 6300 alunos entre os anos lectivos de 2004/2005 e 2005/2006. Se recuarmos até ao ano lectivo de 2003/2004, a quebra no número de discentes inscritos é ainda maior, saldando-se em mais de 14 mil.
Os dados foram apurados com base nas estatísticas do Observatório da Ciência e do Ensino Superior e publicados na edição do passado domingo do Jornal de Notícias.
O JN compara ainda os custos suportados pelas famílias no sector privado e no público. Assim, enquanto que no primeiro caso um aluno gasta em média todos os meses 672 euros em despesas com alojamento, alimentação, vestuário, propinas e transportes, numa universidade pública estes custos baixam para 465 euros.
Acresce, segundo o jornal, que cerca de 27 por cento dos alunos do privado provém de famílias com rendimentos superiores a 2880 euros mensais, ao passo que no público cerca de 30 por cento dos inscritos são de famílias com rendimentos entre 721 e 1440 euros.


Novo livro de Joaquim Lagoeiro

«Assim no Céu como na Terra», é o título do novo livro de Joaquim Lagoeiro.
A obra, editada com a chancela da Livraria Ler, apresenta-se como uma compilação de «estórias deste mundo e do outro» e junta-se a outros títulos do autor como «Viúvas de Vivos», «O Manto Diáfano» ou «Almas Danadas», no campo do romance, «Manual de Casos de Coincidência», no campo dos contos e novelas, e «Flor de Sal – Sonetos de Amor e Escárnio», no campo da poesia.
Para Mário Sacramento, «Assim no Céu como na Terra» transporta-nos para um «diálogo vivo», enquanto que Urbano Tavares Rodrigues considera que o escritor apresenta «o seu domínio da linguagem rural, a sua familiaridade com provérbios e sentenças, a sua capacidade para colorir a frase e confeccionar um diálogo vivo, lesto, com rompantes de violência, assomos picarescos e estos de sensibilidade».


Crimes silenciados

Camponeses paraguaios denunciaram, esta semana, que em pouco menos de três meses desapareceram cerca de 30 assalariados rurais no interior do país, situação que tem sido continuamente silenciada pelas autoridades e pelos meios de comunicação social, acusam.
As suspeitas de assassinato dos trabalhadores recaem sobre os agrários, mas o Movimento de Camponeses do Paraguai diz que os crimes têm contado com o apoio dos soldados norte-americanos estacionados na região e de grupos paramilitares treinados pelos EUA.
Os EUA reforçaram recentemente o número de militares no Paraguai. Neste momento estão estacionados no país mais de 16 mil soldados, supostamente em acções de «ajuda humanitária».
Certo é que a região onde se situa a plataforma do exército norte-americano – a qual permite a rápida intervenção no cone Sul do continente americano por terra e por ar – é também uma das que maiores potencialidades apresenta em termos de recursos hídricos, delimitada pela floresta amazónica brasileira, pela Argentina e pela Bolívia. Neste último caso, na fronteira com a província de Santa Cruz, é precisamente aquela onde se encontram as mais ricas jazidas de petróleo e gás natural, e onde os latifundiários declararam guerra ao movimento popular rural e ao governo de Evo Morales.


Presos editam livro

Pemas escritos por prisioneiros de Guantanamo durante o tempo de cárcere vão ser reunidos num livro, informaram os advogados de alguns dos detidos no campo de concentração sob autoridade dos EUA.
Os textos serão publicados nas respectivas línguas originais, o árabe ou pastune, sobretudo, com uma tradução posterior em idioma inglês. Acresce que os eventuais lucros do livro reverterão a favor de organizações humanitárias.
De fora vão ficar os poemas escritos por dois paquistaneses entretanto libertados e repatriados. Ambos escreveram milhares de versos no decurso do período de cárcere, mas os soldados dos EUA confiscaram o material e nunca o devolveram, tal como haviam prometido aos autores.


Resumo da Semana