Italianos chumbam reforma constitucional
A reforma da Constituição italiana submetida a referendo, no domingo e na segunda-feira, foi rejeitada por uma grande maioria dos eleitores, que assim infligiram nova derrota aos partidos da coligação liderada por pelo anterior primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, que aprovada na anterior legislatura, em Novembro de 2005.
Dos cerca de 47 milhões de eleitores italianos, pronunciaram- se 53,6 por cento, dos quais 61,7 por cento optaram pelo «não» a uma maior autonomia para as 20 regiões nos domínios da saúde, educação e polícia local, à transformação do Senado em instância federal e ao reforço dos poderes do chefe do governo.
«Os italianos julgaram sem apelo uma lei que tínhamos denunciado como perigosa para a estabilidade das instituições republicanas», comentou o chefe do governo, Romano Prodi, congratulando-se com o resultado.
Os opositores à reforma argumentaram que ela dividiria o país em dois, entre ricos e pobres, posição que também foi partilhada pela Igreja italiana, que alertou para o agravamento das desigualdades sociais designadamente no sector da saúde.
De resto, a rejeição da reforma foi particularmente expressiva nas regiões do sul (74,8 por cento) e do centro (67,7 por cento), as mais pobres, apesar de o «não» também ter vencido (52,6 por cento) nas regiões mais abastadas do norte da Península, onde a Liga do Norte, movimento populista e separatista promotor do projecto, tem forte implantação.


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