Deslocados da Geórgia em situação de «miséria»
O representante da ONU para os Direitos dos Deslocados ficou «chocado com a miséria dos georgianos que continuam a viver longe dos lugares de origem» depois do conflito civil na década de 90.
Walter Kalin visitou a Geórgia há duas semanas e apresentou um relatório preliminar onde refere que mais de 200 mil deslocados internos «não têm quaisquer fontes de rendimento, dependendo por completo de um subsídio estatal insuficiente para cobrir as necessidades mais básicas».
Em muitas regiões do país, a situação de carência daqueles milhares de pessoas é igual à da população local, mas o quadro dos deslocados é mais dramático porque «muitos foram alojados em centros de acolhimento completamente degradados, sem água, luz ou aquecimento, vivendo assim há mais de uma década».
Kalin recomenda às autoridades da Geórgia que implementem medidas para a integração das vítimas do conflito, que reconheçam aos deslocados os mesmos direitos civis, económicos e sociais do resto da população e que garantam assistência humanitária aos mais vulneráveis, principalmente os idosos, as mulheres que são o único sustento da família, os deficientes e os traumatizados.


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