Breves
ALGARVE
Por uma política de proximidade
A Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP já manifestou a sua posição desfavorável à intenção do Governo de encerrar esquadras da PSP em localidades com menos de 15 mil habitantes, medida que a ser concretizada atingiria na região as cidades de Vila Real de Santo António e Tavira. Ora, para o PCP, o que se impõe são medidas de investimento no melhoramento de várias instalações da PSP como da GNR.
Agora, alertam os comunistas, as populações destas cidades vão assistir certamente às manifestações de indignação de Macário Correia ou às hesitações de Luís Gomes (embora o seu partido «dê para o peditório») e, como já é tradicional, ao «jogo de espelhos» que caracteriza a acção do PS e do PSD, cujos responsáveis têm na região uma posição e em Lisboa outra.
Apelidando as medidas anunciadas de «economicistas», o PCP defende uma política de segurança de proximidade às populações, como «arma eficaz» de combate à criminalidade.

COIMBRA
Não ao aumento do custo de vida
A Comissão Concelhia de Coimbra do PCP está indignada com o aumento de preços de bens e serviços essenciais – água, transportes, bens alimentares, electricidade, combustíveis e rendas de casa, entre outros – e acusa o PS de ter no governo grandes semelhanças com o PSD em termos de «política contra o interesse dos trabalhadores e dos mais desfavorecidos».
A agravar a situação, vem agora a Câmara Municipal de Coimbra impor um aumento de 6,7% nos transportes e de 12,5% na tarifa da água, denuncia ainda o PCP, para quem estes «aumentos brutais» são «profundamente injustos», ultrapassando muitas vezes o valor da inflação esperada.
«Não é possível viver assim!», clama por fim a Concelhia de Coimbra, exigindo a imediata revisão dos aumentos e apelando à resistência e à luta pela alteração destas políticas.

PORTALEGRE
Em defesa do SNS
A Comissão Concelhia de Portalegre do PCP está preocupada com o estado a que chegou o Hospital Doutor José Maria Grande, nomeadamente o seu Serviço de Medicina Interna que, comportando mais de 50 camas, tem neste momento apenas um médico de serviço, segundo notícia divulgada no fim-de-semana passado.
Desta situação facilmente se depreende que aquele Hospital pode estar a um passo de não assegurar os tratamentos mais essenciais à população que serve, diz o PCP, considerando que ele ainda não faliu porque, para assegurar a assistência médica, paga fortunas a médicos contratados de fora.
«Será que ninguém com responsabilidades previu esta situação e a soube contrariar?», pergunta o PCP, questionando ainda a Câmara Municipal de Portalegre sobre se está a par do que se passa e se pensa intervir.
Por fim, reafirmando a importância do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que permitiu a Portugal apresentar hoje níveis iguais ou superiores a países como os EUA, o Reino Unido ou a França, o PCP pergunta se tudo o que «temos de bom, só porque é público e estatal, tem que ser desmantelado e vendido a privados?» e apela à população que se junte a si na exigência «a quem de direito» que «aja e actue e não espere que as soluções cheguem do céu».