Breves
FIGUEIRA DA FOZ
Água mais cara
Figueira da Foz é o concelho de Coimbra onde a água é mais cara e Montemor-o-Velho onde ela é mais barata. A razão para a diferença de preço – praticamente o dobro – está no facto de a sua gestão ser feita no primeiro caso por uma empresa privada – Águas da Figueira, S.A. – e no segundo pela autarquia.
A Comissão Concelhia da Figueira da Foz do PCP, a quem cabe a denúncia, acusa a Águas da Figueira, S.A. de explorar não apenas a população mas também os trabalhadores requisitados à autarquia que se encontram ao seu serviço. De facto, desde a privatização do serviço, o número de trabalhadores do sector operário foi reduzido em cerca de 40 por cento, logo, «por muito vontade que os trabalhadores tenham, não conseguem prestar à população um serviço de qualidade».
O PCP apresenta ainda dúvidas sobre a qualidade da água fornecida, tendo em conta o resultado de análises feitas à água proveniente da rotura de uma conduta em Vila Verde, que revelaram ser aquela imprópria para consumo.

SETÚBAL
CDU tem obra
Apesar de «uma conjuntura desfavorável» e «elevadas limitações» ao trabalho autárquico», a CDU conseguiu concretizar «obra, física e material» num mandato que «prestigia o PCP e os seus eleitos», concluiu a Comissão Concelhia de Setúbal do PCP de uma análise feita recentemente ao trabalho autárquico no concelho.
O PCP enumera, aliás, as dificuldades criadas por 16 anos de gestão PS na Câmara Municipal, que deixou dívidas de curto prazo no valor de 30 milhões de euros, empréstimos à banca de cerca de 50 milhões, uma situação de ruptura financeira e uma estrutura orgânica desajustada da realidade, «comprometendo» a concretização de muitos dos projectos da CDU. Mesmo assim, diz, a CDU «honrou compromissos, concretizou obras, desenvolveu projectos medidas e acções», pelo que o final do seu mandato, «longe de ser um ponto de chegada» é «um renovado ponto de partida» para dar continuidade a um projecto de desenvolvimento para Setúbal.

PORTO
Adiamento inaceitável
A construção Centro Materno Infantil do Norte, anunciada em 1988, volta a sofrer novo e «inaceitável» atraso, com o anúncio pelo Ministério da Saúde de que não levaria por diante a construção do CMNI junto ao Hospital de S. João, indo constituir uma Comissão para a elaboração de um novo projecto. Ou seja, diz a Direcção da Organização Regional do Porto do PCP – que sempre esteve contra esta localização –, volta-se «à estaca zero, sem terreno, sem projecto, sem meios financeiros» e, ainda, com «ameaças» de não cumprimento de compromissos do governo anterior relativos «à construção do bairro nos terrenos de Parceria e Antunes».
Entretanto, a construção do CMIN é, na opinião do PCP, «essencial» para a saúde materno-infantil da região Norte, razão por que o seu Grupo Parlamentar na Assembleia da República já requereu ao Governo informações sobre a suspensão daquela obra.