Breves
Desfiles Neonazis no 1.º de Maio
A polícia carregou sobre vários milhares de pessoas que se concentraram, no domingo, em Leipzig, no leste da Alemanha, em protesto contra o desfile de cerca de 800 neonazis.
À passagem destes, a multidão, que era mantida à distância por um cordão policial, reagiu lançando petardos sobre os neonazis. O forte dispositivo de intervenção, com 2500 agentes, respondeu com canhões de água e bastonadas, dispersando os contra-manifestantes e efectuando 46 detenções entre estes.
No mesmo dia, na cidade de Nuremberga, cerca de cinco mil pessoas expressaram o seu repúdio aos cerca de 300 neonazis que marcharam escoltados pela polícia. Também em Frankenthal, no sudoeste do país, um grupo de 170 neonazis foi vaiado no centro da cidade por uma multidão de duas mil pessoas.

Muçulmanos protestam no Reino Unido
Centenas de muçulmanos manifestaram-se, no sábado, no centro de Londres, contra a lei antiterrorista britânica, que impõe o recolher obrigatório ou a interdição do uso de telefone e da Internet a pessoas visadas pela forças de segurança.
A marcha, em que participaram mais de 50 organizações e associações islâmicas de todo o país terminou junto à esquadra de polícia de alta segurança de Paddington Green, onde são interrogados os suspeitos de actividades terroristas.
Os manifestantes protestaram também contra a extradição de suspeitos para os Estados Unidos e contra o «vazio legal» em que se encontram os alegados terroristas detidos na base norte-americana de Guantanamo, em Cuba.

População prisional dispara
A população prisional na Inglaterra e País de Gales atingiu um novo recorde com 75.550 pessoas encarceradas, ou seja um aumento de 25 mil presos em dez anos.
O número de mulheres presas mais que duplicou neste período, segundo indicou, na sexta-feira, dia 29, o Ministério do Interior, prevendo que o total de reclusos possa chegar aos 84 mil até 2009.

Indecisos ameaçam trabalhistas
Uma sondagem publicada na terça-feira pelo jornal Financial Times, indicava que 36 por cento dos eleitores britânicos continuavam sem saber em que partido vão nas eleições que hoje, quinta-feira, se realizam na Inglaterra.
Trata-se de uma percentagem muito superior à registada no sufrágio anterior que o jornal atribui ao facto de o partido do governo ter sido fortemente criticado na sequência de episódios relacionados com a guerra no Iraque.
Depois de, na semana passada, uma fuga de informação ter revelado que o Procurador-Geral do Estado, lorde Goldsmith, levantara dúvidas sobre a legalidade do conflito, num parecer jurídico encomendado pelo próprio executivo, a morte de mais um soldado britânico, na segunda-feira, reacendeu a polémica sobre participação do país na guerra.
O Partido Liberal-Democrata, o único que se opôs à guerra, está agora a recolher os dividendo políticos dessa opção, aparecendo na sondagem do jornal Guardian, como a maior ameaça à conquista da maioria pelos trabalhistas.

Espanhóis apoiam negociações
Uma maioria de 57,2 por cento dos espanhóis são favoráveis a que o governo central negocie a paz no País Basco com a organização armada ETA, de acordo com um sondagem publicada, na passada segunda-feira, pelo jornal catalão El Periodico. Opinião contrária foi manifestada por 37,2 por cento dos inquiridos, enquanto 5,6 por cento não se pronunciaram. Entre os bascos 75,5 por cento apoiam a ideia, contra 18,9 por cento que a rejeitam.

Médicos em greve na Alemanha
Cerca de quatro mil médicos cumpriram, na passada segunda-feira, uma paralisação em protesto contra a redução de salários e o aumento do tempo de trabalho.
A greve prolongou-se por todo o dia na cidade de Giessen (oeste), a norte de Frankfurt, registando-se outras acções de luta em Munique, Colónia, Aix-la-Chapelle, Mannheim e Heidelberg. As perdas salariais são estimadas entre 15 e 17 por cento e decorrem da supressão dos subsídios de férias e de natal.