Ano negro para os média
Em 2004, morreram em serviço 117 profissionais dos média, um terço dos quais no Iraque, informou o Instituto Internacional de Segurança da Imprensa (INSI), citado pela Lusa.
«O saldo global de mortes de jornalistas e dos que com eles trabalham é horroroso, e pior ainda no Iraque, onde homens e mulheres incrivelmente corajosos arriscam diariamente as suas vidas no meio de tiros, bombas e sequestros», afirmou o director do INSI, Rodney Pinder.
Segundo aquele organismo, a guerra no Iraque fez do ano transacto o mais negro da última década para os média: 42 jornalistas morreram naquele país do Golfo Pérsico, 36 dos quais iraquianos, o que representa 35,8 por cento (mais de um terço) do total dos profissionais dos média mortos em trabalho em todo o mundo.
Em segundo e terceiro lugares da lista dos países mais perigosos para a imprensa surgem as Filipinas e a Índia, com 12 e oito jornalistas mortos, respectivamente. Segue-se o Bangladesh, Brasil e México, onde se registou a morte de cinco jornalistas.
Rodney Pinder não hesita em afirmar que muitos dos assassínios funcionaram como retaliações pelo trabalho desempenhado pelos jornalistas, e lançou um apelo aos governos para que contribuam para a defesa da liberdade de imprensa fazendo com que os criminosos sejam levados perante a justiça.
De acordo com o INSI, 2004 foi o pior ano para os média desde 1994, altura em que morreram 157 jornalistas, a maioria dos quais quando fazia a cobertura das guerras no Ruanda, Bósnia, Tchétchénia, Somália e Angola.


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