Breves
Menos dinheiro para educação
A proposta de Orçamento de Estado apresentada pelo Governo na sexta-feira prevê uma quebra de 2,2 por cento no orçamento do Ministério da Educação, ou seja, nas áreas do ensino pré-escolar, básico e secundário.
A Fenprof «vê muito negativamente a quebra do orçamento». Paulo Sucena, dirigente da federação, considera que a descidas das verbas para o sector «começa a ser uma norma do Governo PSD/PP extremamente preocupante».
Se a proposta do Governo for aprovada pela Assembleia da República, o Ministério da Educação receberá menos de 5700 milhões de euros, registando-se uma diminuição da verba pelo terceiro ano consecutivo.

AEs com nova lei
O Governo anunciou que pretende modificar a Lei de Financiamento das Associações de Estudantes. Na quinta-feira, o secretário de Estado da Juventude, Pedro Duarte, afirmou que irão ser introduzidas alterações à legislação no dia em que informou sobre o deferimento do subsídio para a Associação de Estudantes da Universidade de Évora relativo ao ano de 2003.

Abandono escolar no Brasil
Apenas 42 por cento dos estudantes do ensino superior brasileiro completam a sua formação, segundo dados dos Censos da Educação Superior referentes ao ano passado. O número de universitários aumentou muito desde 1993, passando de 440 mil para mais de um milhão.
Só 11 por cento das instituições do ensino superior são públicas e, em 2003, 42 por cento das vagas oferecidas pelas universidades privadas não foram preenchidas devido aos preços elevados. «Nós temos milhões e milhões de jovens que querem entrar nas universidades e não conseguem», comentou o ministro da Educação brasileiro, Tarso Genro, referindo que a classe trabalhadora não consegue pagar mensalidades de mil reais, cerca de 285 euros.