Breves
Vitória na Bolívia
O presidente boliviano Carlos Mesa conseguiu uma importante vitória no referendo de domingo sobre a nova política petrolífera. As projecções, amplamente aceites pela população, mostraram que as três primeiras perguntas do referendo - a anulação da actual lei de hidrocarbonetos, nacionalização dos recursos «na boca do poço» e restauração estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscais Bolivianos - obtiveram cerca de 90 por cento dos votos afirmativos. As outras duas perguntas, sobre a utilização do gás como instrumento para negociar com o Chile a concessão de uma saída para o mar, e a última, onde se propõe com mais detalhe uma política de industrialização e exportação do gás, obtiveram perto de 60 por cento.

«Respeito e justiça»
Dezenas de manifestantes, alguns veteranos da resistência contra a ocupação indonésia, iniciaram, domingo, uma acção de protesto contra o governo timorense, exigindo a demissão do ministro do interior. Os manifestantes, que não pediram antecipadamente autorização para o protesto, ocuparam ao final do dia parte da zona envolvente do Palácio do Governo.
Encabeçados por L7, nome pelo qual é conhecido Cornélio Gama, os manifestantes colocaram entre eles e os efectivos policiais, que os cercavam, um caixão, que alegam conter ossadas de antigos FALINTIL (Forças Armadas de Libertação Nacional de Timor-Leste), coberto por um pano branco em que exigem «respeito e justiça» para os antigos combatentes e respectivas famílias.

Proteger Blair
O relatório que aponta os erros dos serviços secretos britânicos sobre o arsenal de Saddam Hussein foi suavizado para proteger o primeiro-ministro, revela o Sunday Telegraph, na sua edição de domingo.
De acordo com o jornal, Downing Street terá conseguido alterações no relatório publicado na passada semana que ajudaram Tony Blair a negar a acusação de má fé por ter defendido que o Iraque tinha armas de destruição em massa.
O relatório denuncia os graves erros cometidos pelos serviços secretos britânicos na sua análise do arsenal iraquiano, antes da entrada em guerra com o Iraque. Mas o mesmo documento ilibou o primeiro-ministro britânico, considerando que este não teve qualquer responsabilidade nos erros cometidos.