Breves
Cemitério nuclear
A maioria PSD/CDS inviabilizou um projecto de
resolução do Partido Ecologista «Os Verdes» tomando posição contra a possibilidade de a Espanha construir um cemitério nuclear junto à fronteira portuguesa.
Segundo a deputada ecologista Isabel Castro, o Governo espanhol vai decidir até ao final de 2008 o local onde instalará o seu cemitério nuclear, estando entre os cenários possíveis as regiões das bacias dos rios Douro e Ebro (este último, afluente do rio Tejo).
«A inclusão destas duas zonas é de enorme gravidade para Portugal», alertou Isabel Castro, sem ter encontrado qualquer eco nas bancadas da maioria de direita, que não descortinaram nesta posição de «Os Verdes» mais do que uma reacção «alarmista» e «um processo de intenções injustificado contra o Governo espanhol».
O projecto de resolução de «Os Verdes» contou com os votos favoráveis do PS, PCP e BE.

Voto propagandístico
O Parlamento aprovou, apenas com os votos favoráveis da maioria PSD-CDS/PP, um texto de congratulação pelo levantamento do processo instaurado a Portugal pela Comissão Europeia por défice excessivo em 2001.
Todas as restantes bancadas votaram contra o voto de regozijo, sustentando, como foi o caso do PCP, pela voz do deputado Honório Novo, que resolução elaborada pelo PSD e CDS/PP teve por base apenas o propósito de obter «efeitos propagandísticos».
«Uma vitória de Portugal seria a alteração do Pacto de Estabilidade e Crescimento ou o Governo parar com a obsessão do défice», sublinhou o deputado comunista. Também Isabel de Castro, do Partido Ecologista «Os Verdes», aproveitou os números do Banco de Portugal para dizer que «o voto de congratulação enche a maioria de ridículo».
«Saudaríamos a Comissão por considerarmos positivo o levantamento do processo, mas não o Governo, que é incapaz de combater o défice de forma efectiva», afirmou, por sua vez, o deputado Joel Hasse Ferreira, justificando o voto contra dos socialistas.