Guerra das Malvinas
Britânicos tinham armas nucleares a bordo
Vinte anos após o fim da guerra das Malvinas, que opôs o Reino Unido à Argentina, um porta-voz do Ministério da Defesa britânico admitiu pela primeira vez, sexta-feira, dia 5, que nos navios enviados para o arquipélago, em 1982, havia armas nucleares.
O Ministério revela que a presença destas armas nos navios era normal durante os anos 80, garantindo que nunca foi equacionada a sua utilização, apesar de se tratar de cargas de profundidade do tipo WE177, concebidas para destruir submarinos.
Contudo, no domingo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros apresentava uma versão diferente, afirmando que a existência destas armas não foi intencional, mas que estas já se encontravam nos navios e não foram retiradas para não atrasar a partida 36 horas.
Do outro lado do Atlântico, o presidente argentino, Nestor Kirchnner, exigiu, no sábado, desculpas do governo britânico, considerando o acto como «monstruoso». O chefe de estado exigiu ainda que o governo de Tony Blair garanta que nenhuma arma nuclear se encontrava a bordo dos navios que afundados durante o conflito, de que é exemplo a fragata Sheffield, atingida por um míssil em 4 de Maio de 1982, a 80 quilómetros a oeste do arquipélago das Malvinas.


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