Breves
PCP alerta para crise na Sorefame
A deputada do PCP, Ilda Figueiredo, inquiriu a Comissão Europeia sobre as iniciativas que pensa tomar para apoiar a entrega de encomendas portuguesas à Sorefame e evitar a paragem iminente da linha de montagem.
Numa pergunta dirigida ao executivo comunitário, Ilda Figueiredo recorda a importância da Sorefame, empresa fundada em 1943 que dispõe de elevada qualidade e tecnologia, designadamente no fabrico e montagem de material circulante, que actualmente dá emprego directo a 550 trabalhadores e a mais cerca de mil em outras empresas subcontratadas.
A deputada explica que a crise na Sorefame é o resultado da falta de encomendas, apesar de em Portugal existirem vários projectos que poderiam resolver aquele problema, nomeadamente o plano estratégico e expansão da frota do Metro de Lisboa e do Metro do Porto, os comboios suburbanos do Porto e outros.

Radicais vencem na Irlanda
Ao conquistar 30 dos 108 assentos da Assembleia da Irlanda do Norte, o partido protestante radical DUP tornou-se, sexta-feira, 28, no principal partido unionista da província, à frente da formação mais moderada do ex-primeiro-ministro David Trimble, o UUP (que obteve 27 lugares).
O líder do DUP, o reverendo Ian Paisley, declarou que não tenciona admitir no governo os católicos do Sinn Fein, ameaçando pôr em causa os acordos de paz de «sexta-feira santa» assinados em 1998, os quais pressupõem a partilha do poder no Ulster.
Por seu turno, o Sinn Fein alcançou um resultado histórico ao eleger 24 deputados, superando o Partido Social-Democrata e Trabalhista que obteve apenas 18 lugares.

Jornalistas em greve na Grécia
Os jornalistas de televisão e rádio gregos iniciaram, na passada semana, dia 26, um conjunto de greves que se prolongou até, anteontem, dia 2, com vista a reclamar melhores condições de trabalho tanto no sector público como no privado.
O protesto consistiu em paralisações de 24 horas que começaram por afectar as televisões privadas, às quais se seguiram as estações de rádio privadas e as rádios e televisões públicas.
A acção foi convocada pelo maior sindicato de jornalistas do país e é apoiada pela Federação Pan-helénica de Sindicatos de Jornalistas, pela Federação Internacional de Jornalistas e pela Federação Europeia de Jornalistas.

França congela salários...
O governo francês anunciou na passada semana, dia 27, o congelamento dos salários dos 5,2 milhões de funcionários do estado, autarquias locais e hospitais. A única actualização prevista será de 0,5 por cento, a aplicar em 1 de Janeiro próximo.
O governo desculpa-se com os compromissos assumidos com a Comissão Europeia no sentido de estabilizar a despesas do Estado até 2007. O governo acrescenta que apesar disso, os salários cresceram em média quatro por cento devido aos aumentos por antiguidade e às promoções.
Os sindicatos consideram esta medida «inaceitável», recordando que a última alteração salarial decidida em 2002 foi de 1,3 por cento, para uma inflação que superou largamente os três por cento. Desde 2000, afirmam, os trabalhadores perderam cerca de quatro por cento do seu poder de compra.

...mas propõe amnistia fiscal
Em contrapartida, para o próximo orçamento de Estado, o governo francês pretende acordar uma amnistia fiscal sobre os capitais ilegalmente investidos em paraísos fiscais que retornem ao país.
A proposta apresentada na Assembleia Nacional por Gilles Carrez, deputado que integra a maioria que suporta o Governo, defende ainda uma reforma fiscal que inclua a revisão do imposto sobre fortunas, como forma de fazer «regressar a França numerosos empresários expatriados assim como várias dezenas de milhares de milhões euros que permitiriam incentivar o crescimento e o emprego».
Segundo o Ministério da Economia, só no ano de 2001, as perdas de capital motivadas pela deslocalização de contribuintes para sistemas mais favoráveis terão atingido os 1,5 mil milhões de euros. Por esta via, alega, o imposto sobre fortunas custará à França em cinco anos cerca de 11 mil milhões de euros.

Grécia liberta activistas
A Justiça Grega libertou na passada semana, dia 26, sete activistas anti-mundialização detidos nas manifestações de Salónica em 20 e 21 de Junho, onde alegadamente se envolveram em actos violentos e de destruição, provocando prejuízos de vários milhões de euros.
Cinco dos activistas tinha iniciado há dois meses uma greve de fome exigindo aguardar o julgamento em liberdade.